sexta-feira, 18 de março de 2011

Entrevista à minha avó


A minha professora de História e Geografia de Portugal pediu-nos para entrevistarmos um familiar ou conhecido que tenha vivido no período do Estado Novo e que tenha pertencido à “Mocidade Portuguesa”, uma organização juvenil com fins políticos. Nessa época, era de filiação e participação obrigatória para os jovens, por isso entrevistei a minha avó.

Identificação da entrevistada

Nome:
Ana Maria Vaz Pinto Vilaverde
Idade: 64 anos
Profissão: Aposentada da Função Pública
Residência: Murça

1) Pertenceu à Mocidade Portuguesa?

Sim, pertenci, tinha 13 ou 14 anos. Na altura vivia em Vila Real e fiz parte do núcleo da Mocidade Portuguesa naquela cidade. Existiam instalações próprias junto aos Bombeiros da Cruz Verde, onde reuníamos.

2) Chegou a usar farda? Consegue descrevê-la?


Sim, usei farda. Usávamos saia castanha, camisa verde com dois bolsos, meias verdes até ao joelho, sapatos pretos e uma boina castanha. Na camisa estava o emblema da Mocidade Portuguesa, com as cinco quinas da Bandeira Nacional.


3) Em que dias da semana se realizavam as actividades da Mocidade Portuguesa? O que faziam? Marcavam faltas?

Já não me lembro, mas sei que era obrigatório ir aos encontros da Mocidade Portuguesa.

4) Participou em alguma comemoração nacional?


Sim. Fomos a Lisboa receber o Presidente do Brasil, o Dr. Juscelino Kibitschek, em visita oficial ao nosso país. Estávamos todos em fila e acenávamos com bandeirinhas de Portugal. Também fazíamos férias todos juntos na Praia da Aguda. Aí reuniam-se elementos da Mocidade Portuguesa de todo o país.

5) Gostou de pertencer à Mocidade Portuguesa?

Sim. Na altura em que participei era muito nova e não tinha consciência do que, verdadeiramente, significava aquela organização. No entanto, como muitos jovens, pelo facto de ter pertencido à Mocidade Portuguesa tive oportunidade de gozar férias na praia e de fazer visitas a outras cidades. A Mocidade Portuguesa era uma estrutura muito organizada.

João Eduardo Vilaverde Lopes - 6º Ano

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Herói Milhões

Aníbal Augusto Milhais "o Milhões", ficou conhecido como o "soldado Milhões" na 1ª Guerra Mundial. Aníbal nasceu a 9 de Julho de 1895, em Valongo de Milhais, Concelho de Murça, em Trás-os-Montes e faleceu a 3 de Junho de 1970. Agricultor toda a vida, com excepção do tempo que fez dele um herói medalhado e celebrado.
Perante a obrigação de cumprir o serviço militar foi assentar praça em Bragança, passando de imediato para o Regimento de Infantaria 9, em Chaves, onde mostrou ser exímio especialista com o manejo de metralhadoras, evidenciando-se simultaneamente como aguerrido e cumpridor nos trabalhos mais arriscados. Em 23 de Maio de 1917 partiu para" a frente de combate" tendo sido integrado na 3ª Companhia do 1º Batalhão que rumou a terras gaulesas. Um ano depois, chegava o grande momento, " o da Batalha de la Lys", na Flandres. O dia preciso: 9 de Abril de 1918. Após a Infantaria alemã ter inundado de fogo e sangue os verdejantes campos de La Lys, o soldado Milhais, munido da sua metralhadora Lewis,(conhecida entre os lusos como a Luísa) e cheio de coragem, enfrentou sozinho, as colunas alemãs que se atravessaram no seu caminho, o que permitiu a retirada de vários soldados portugueses e ingleses para as posições defensivas da rectaguarda. Ainda não satisfeito com o seu acto de valentia, Aníbal Milhais manteve-se de vigia durante cinco dias à entrada de um canal em Huit Maisons.
Perante esta bravura, o seu comandante Ferreira do Amaral, abraçou-o e exclamou: " Tens o nome de Milhais mas vales Milhões!" Foi esta simples frase que o imortalizou na memória dos portugueses com os nomes de "Soldado Milhões" e "Herói Milhões".
Ainda em pleno campo de batalha, o bravo "Soldado Milhões" foi homenageado com algumas das mais altas condecorações que eram atribuídas aos maiores defensores da pátria: a "Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito"e a "Cruz de Guerra de 1ª Classe".

Monumento ao Herói Milhões em Murça.

Pesquisa de Raquel Correia



Dia de S. Valentim

Os teus olhos brilham ao luar,
O teu cabelo desliza ao som do vento,
O meu amor por ti é profundo,
E és todo o meu Mundo.

Francisco Borges


És o meu amor
És uma bela rosa vermelha
Fazes o meu coração saltar
Como uma bela sereia a cantar.

Rafael Joaquim


O amor é lindo
mas quando é verdadeiro.
O mais bonito é sempre o primeiro!

Rui Sousa

sábado, 12 de fevereiro de 2011

Dia de S. Valentim

QUEBRA-CABEÇAS

SUDOKU

Era uma vez uma menina...


Era uma vez uma menina que adorava ir para sítios muito verdes e planos ao fim da tarde.
Todos os dias Matilde pedia a mãe para ir ao prado do pai no Alentejo.
Mas um dia, o pai de Matilde teve que vender o prado para sustentar a família.
Durante essa noite, Matilde chorou, chorou, chorou e chorou porque gostava muito daquele prado.
Ela ficava no quarto horas e horas, só saía para tomar o pequeno almoço, o almoço e o jantar.
No fim-de-semana seguinte, Matilde já nem se lembrava que o pai tinha vendido o prado, porque tinha um namorado e já saía à rua.
Esse namorado chamava-se Gonçalo, o seu tio também tinha um prado e eles iam sempre para lá ao fim da tarde para brincar.
Mas houve um dia especial, tudo brilhava, sentia-se a brisa do vento e parecia que se viam escorrer fios de sol por entre os ramos das oliveiras.
Quando Matilde chegou a casa, já parecia outra, parecia enfeitiçada, com um sorriso brilhante na cara e olhos igualmente brilhantes.

Vasco Gonçalves

terça-feira, 25 de janeiro de 2011

AMIZADE

A amizade
É linda como uma canção
Nós todos juntos
Somos uma grande união.



A amizade
É como uma melodia
são várias pessoas
Que se abraçam dia-a-dia.



A amizade
É como uma flor
Tem que ser regada
E tratada com muito amor.



A amizade
É uma conquista
Acontece no sonho
E às vezes é realista.



A amizade
É maravilhosa
Com todos os amigos
Ela é melodiosa.


Rui Sousa