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sábado, 12 de fevereiro de 2011

Era uma vez uma menina...


Era uma vez uma menina que adorava ir para sítios muito verdes e planos ao fim da tarde.
Todos os dias Matilde pedia a mãe para ir ao prado do pai no Alentejo.
Mas um dia, o pai de Matilde teve que vender o prado para sustentar a família.
Durante essa noite, Matilde chorou, chorou, chorou e chorou porque gostava muito daquele prado.
Ela ficava no quarto horas e horas, só saía para tomar o pequeno almoço, o almoço e o jantar.
No fim-de-semana seguinte, Matilde já nem se lembrava que o pai tinha vendido o prado, porque tinha um namorado e já saía à rua.
Esse namorado chamava-se Gonçalo, o seu tio também tinha um prado e eles iam sempre para lá ao fim da tarde para brincar.
Mas houve um dia especial, tudo brilhava, sentia-se a brisa do vento e parecia que se viam escorrer fios de sol por entre os ramos das oliveiras.
Quando Matilde chegou a casa, já parecia outra, parecia enfeitiçada, com um sorriso brilhante na cara e olhos igualmente brilhantes.

Vasco Gonçalves

terça-feira, 16 de novembro de 2010

Carta ao Imperador Júlio César

Aquarium, 1º de Dezembro de 50 a.C


Avé Júlio César!

Dignissímo Imperador, escrevo esta carta para o informar que a aldeia gaulesa continua irredutível. Perdemos mais uma batalha.
Estes bárbaros gozam com o poder romano. Os nossos soldados ficam cheios de medo e quando atacam ficam todos pisados e com as armaduras amolgadas. Penso que, para os destruir devemos capturar o druída deles e roubar o segredo da poção mágica.
Peço-lhe que me envie mais dinheiro e homens para a guerra. Só assim conseguirei preparar uma nova batalha para destruir aquela aldeia.
Os gauleses que mais nos atormentam dão pelo nome de Astérix e Obélix, que se fazem acompanhar por uma fera selvagem.
Viva Roma!

Com as devidas vénias,
o vosso humilde centurião,
Claudius Venenus



Trabalho realizado por João Eduardo Lopes

terça-feira, 26 de outubro de 2010

O bolo de casamento da Formiguinha horripilante



O bolo tinha dez camadas de morango, natas, caramelo, todas cobertas por chantilly. Pesava quinze quilogramas.
Estavam escritas frases de amor em açúcar cristalizado, em cada uma das camadas. Era também decorado com doze rosas encarnadas, feitas com hóstia. Aquele enorme bolo de massa folhada e de amêndoa tinha no topo dois corações de massa de pasteleiro com olhos, boca e nariz, abraçados amorosamente, como se não houvesse o amanhã. Estavam cercados por corações de chocolate de leite, presos por fios de geleia solidificada. O bolo tinha algumas estrelinhas pequenas, coloridas e feitas de açúcar.
- Hum!... Que delícia! - diziam os convidados.
Por fim, os noivos partiram o bolo com uma faca de prata e saborearam o nobre, bonito, delicioso, fabuloso e colorido bolo e, logo disseram:
- Não é possível este bolo ser tão bom!!!...


Diogo Nascimento e Cláudio Mendes

terça-feira, 4 de maio de 2010

O "C" dizia:

Carlos casou num casino em Candelária, cabeceando cabeças de Coimbra.
Cristiano calcou casca de carrasco, comendo carne. Carregou a carteira até um cozinheiro em coma. Calçado na cama, careca de cabana, comandou o canalisador para canalizar a casa do compositor que calcou em cães, com camisa, que cobiçavam comer carne de cabrito colombiano cremado em Carrazedo.
Carlota cantava a Carlos uma canção de Caracas.
Com cascos cor de carmim cantava o camelo Cornélius, enquanto na colina caçava casca de castanheiro, competindo com Cristiano, compadre com crina, era um cavalo, um cavalo da Costa Rica.

Cantor Celestino
Cantava uma canção

Caneca de Castro
Clareava o coração.

Celestino, cantor de Caracas
Era compositor...

Compunha calçadas,
Era construtor.

Competia com o canto
Do canário cantor
Mas Carlos Canário
Era cozinheiro,
Ou carpinteiro,
Era o canário compositor.

Celestino chamava-o cantando
Carlos Canário
Cantava contarolando.



Diogo Nascimento T+

O abecedário dos animais


A de aranha que tudo arranha.

B de burro que está sempre, sempre casmurro.

C de camelo que no deserto perdeu o pêlo.

D de doninha que faz birra na cozinha.

E de elefante que está sempre elegante.

F de foca que levou com uma moca.

G de gato que arranhou o meu sapato.

H de hipópotamo que tem um aeródromo.

I de iguana, gosta muito de banana.

J de jacaré que faz surf na maré.

L de leão come menos pão.

M de minhoca que sapateia na horta.

N de noitibó vai comer um pão-de-ló.

O de ornintorrinco que no bico tem um brinco.

P de pato que vai grasnar a um sapato.

Q de quati que está aqui e ali.

R de rato que anda sempre atrás do gato.

S de serpente que ao comer perdeu um dente.

T de tubarão que é um grande comilão.

U de urso que vai comer um russo.

V de veado que come relva do prado.

X de xexéu, no Brasil comprou um chapéu.

Z de zebra que nunca se deita na sombra.


Diogo Nascimento e Leandro Martins
5º ano T+