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quarta-feira, 15 de junho de 2011

Testemunho - A HISTÓRIA DO MEU AVÔ

A minha mãe costuma dizer-me:
"Quando, devido à situação económica do nosso País, oiço dizer que o que era preciso para “isto” endireitar era vir novamente o regime de Salazar, arrepio-me e penso logo que estas pessoas nunca tiveram familiares directos nas prisões, nessa época."
Quando lhe pergunto se o que sabe foi o meu avô que lhe contou, ela diz:
"Tudo o que sei, foi o que fui juntando de conversas que tinha com o meu pai, pois ele não gostava de falar do que se passou na prisão.
Sendo jovem idealista, curioso por saber tudo o que poderia existir no mundo, não tendo ido à tropa por falta de peso, depressa se juntou a um grupo de amigos que comungavam os mesmos ideais de justiça e igualdade. Em casa de um vizinho desenvolveu a primeira biblioteca de Murça. Clandestina, ela tinha os livros censurados pelo governo de Salazar. Era nessa casa que se lia e se fazia a troca de livros que nunca percebi como é que o meu pai os arranjava. Para entender melhor é preciso esclarecer que a maior parte do clero apoiava o regime e ajudavam o mesmo através de denúncias. Um dia, o meu pai estava em casa e aparece a PIDE. A casa é revistada e encontram o livro “A Mãe” do Máximo Gorki, escritor Russo, que só pela sua descendência já não podia ser lido nem divulgado. O meu pai foi levado preso e era-lhe exigido que denunciasse o dono do livro. O meu pai recusou sempre e, um dia, disse-me, “nunca o faria mas, mais a mais, o dono era casado e tinha filhos para criar”.
Quanto tempo esteve o meu avô na prisão? Perguntei-lhe.
"Durante um mês foi sujeito a várias situações mas uma que me conseguiu marcar foi quando me disse que os guardas apagavam as beatas dos cigarros nos pratos de arroz que eles tinham que comer. Como não conseguiram que denunciasse o dono do livro e devido às influências que o meu avô tinha na altura, ele foi libertado mas convidado a sair de Portugal. Foi nessa altura que ele arranjou uma carta de chamada e foi trabalhar para o cartório notarial de Luanda pois nesse tempo possuía o 5º Ano Comercial e Industrial. Como nunca gostou de se sentir preso entre quatro paredes, embarcou na aventura. Vai para Moçambique, onde foi um comerciante, criador de gado e cultivador de algodão".
Eu, como não percebi bem, perguntei-lhe por quem tinha sido ele denunciado.
"Ele foi denunciado por um Padre que sabia que o livro na posse do meu pai não era dele mas de um seu sobrinho".
A minha mãe informou-me, ainda, de que a Biblioteca Municipal possui a obra completa do Máximo Gorki, pois fez questão de doar os livros do meu avô para o grande sonho dele, que era Uma Biblioteca Pública em Murça. Segundo ela, o meu avô dizia que os livros nunca deveriam ficar muito tempo em casa de ninguém pois eles devem estar ao dispor da comunidade. Até à hora da sua morte, os livros e os jornais coabitavam com ele à sua mesa. Esta é uma das muitas recordações da minha mãe.

Francisco Borges - 6ºA

quarta-feira, 4 de maio de 2011

Militão Bessa Ribeiro

Nascido em Murça (Trás-os-Montes) em 13 de Agosto de 1896, Militão Bessa Ribeiro viveu os primeiros anos da sua actividade política no Brasil para onde emigrou com 13 anos de idade. Aí, foi militante do Partido Comunista Brasileiro, razão pela qual viria a ser expulso do país. Regressado a Portugal retomou a actividade revolucionária como membro do Partido Comunista Português.Foi preso pela primeira vez em 13 de Julho de 1934 e julgado e condenado pelo Tribunal Militar Especial a doze meses de prisão correccional. Em 8 de Junho de 1935, a cerca de um mês de terminar a pena a que fora condenado, foi deportado para Angra do Heroísmo. Ali permaneceu até 23 de Outubro de 1936 (muito para além do cumprimento da pena) data em que com Bento Gonçalves e Sérgio Vilarigues, entre outros - embarcou no navio Luanda com destino ao Campo de Concentração do Tarrafal. Libertado em 15 de Julho de 1940 (cinco anos após ter cumprido a pena a que fora condenado) retomou a actividade partidária tendo participado activamente na reorganização de 1940/1941; processo que viria a ter profundas e positivas repercussões no funcionamento, na actividade e na influência do PCP. Por essa altura, Militão passa a integrar o Secretariado do Partido, o mais importante organismo de direcção então existente.Preso novamente em 22 de Novembro de 1942 é condenado a 4 anos de prisão e enviado, pela segunda vez, para o Campo da Morte Lenta. Permanece no Tarrafal até 16 de Novembro de 1945, altura em que é libertado por efeito da amnistia que Salazar foi forçado a conceder, cedendo à pressão exercida pelas forças democráticas na sequência da derrota do nazi-fascismo. Em 25 de Março de 1949 é preso, juntamente com Álvaro Cunhal e Sofia Ferreira, e enviado para a Penitenciária de Lisboa onde viria a morrer, em total isolamento e sujeito às mais bárbaras e desumanas condições. Na primeira página do Avante! de Janeiro de 1950 (VI Série Nº 146) podia ler-se: «Mais um crime do governo Salazarista! Mataram Militão Ribeiro! Que todo o povo proteste contra mais este crime!».A notícia, para além de informar que «Militão Ribeiro morreu, depois duma lenta agonia, numa cela sem ar e sem luz da Penitenciária de Lisboa, no passado 3 de Janeiro» - e sublinhando que «o nome de Militão vai juntar-se aos de Bento Gonçalves, Alfredo Dinis, Alfredo Caldeira, Manuel Vieira Tomé, Ferreira Soares, Ferreira Marquês, Germano Vidigal, Mário Castelhano e dezenas e dezenas de outras vítimas do fascismo português» - descrevia as condições que conduziram à morte do dirigente comunista: os espancamentos e as torturas, a alimentação imprópria, a ausência de assistência médica. O Avante! transcrevia, ainda, uma das duas cartas dirigidas ao Partido que Militão conseguira fazer sair da prisão, a última das quais escrita com o seu próprio sangue.Trata-se de dois documentos impressionantes, testemunhos eloquentes da brutalidade fascista, testemunhos vibrantes da firmeza e da coragem heróica do militante comunista Militão Ribeiro.«Tenho sofrido o que um ser humano pode sofrer. Mas (...) nunca deixei de ter fé na nossa causa. Sei que venceremos contra todos estes crimes, estou certo que o povo saberá fazer justiça. Na polícia recusei-me a fazer declarações sobre o Partido. Desde sempre mantive a disposição de dar a vida pelo Partido, em todas as circunstâncias, assim como agora andou duma forma horrível e cheia de sofrimentos. Mesmo já quase um cadáver ainda foi esbofeteado por um agente (...)Tenho confiança que sabereis vencer todos os obstáculos e levar o povo à vitória, mantendo essa disciplina e controle severo de uns sobre os outros, em trabalho colectivo, como vínhamos fazendo e aperfeiçoando. Felizes os que vêm novos ao Partido e o encontram a trabalhar assim muito teria para dizer, mas as forças faltam-me. Fiz tudo o que pude pelo Partido, bem ou mal, foi sempre julgando que fazia o melhor. Adeus para todos com um abraço fraternal. Longa vida, longa liberdade, boa saúde e bom trabalho. Avante até à vitória final.»E, escrito com o próprio sangue: «Que a minha morte traga novos combatentes à luta. Viva o Partido Comunista!».

Pesquisa de Eduardo Trigo, 6º ano

Humberto Delgado

Humberto Delgado chegou ao mundo no dia 15 de Maio de 1906, em São Simão da Brogueira, Torres Novas, e foi no seu tempo, o mais novo e um dos mais brilhantes generais das Forças Armadas Portuguesas. No seu percurso militar teve uma magnífica carreira, cheia de incidentes e coberta de muita glória. Conviveu, quer com a chefia de Sidónio Pais, quer com a ditadura Salazarista que, mais tarde, o demitiria das Forças Armadas. Foi um extraordinário militar, astuto e exímio político e escritor. Frequentou o Colégio Militar, cujo curso concluiu em 1922, ingressando na Escola Militar, onde tirou os cursos de Artilharia de Campanha, em 1925; de Piloto-Aviador, em 1928 e de Estado-Maior, em 1936. Foi promovido ao posto de brigadeiro em 1946 e ao de general em 1947.
Foi um escritor de génio, dentro da sua convicção e no gosto que tinha na verdade e no perfeito cumprimento dos deveres como cidadão e como político. De entre os seus escritos, destacam-se os livros tão polémicos "Da pulhice do Homo Sapiens" e o "Manual da Legião Portuguesa".
Embora tivesse servido a Ditadura em alguns cargos, vindo da América, onde desempenhou o lugar de adido militar, opôs-se corajosamente à Ditadura e a Salazar, já que pela vivência e pelas fortes convicções se converteu à Democracia política e, nas eleições presidenciais de 1958, sendo general da aeronáutica se candidatou, pela oposição, tendo contestado os resultados eleitorais que, fraudulentamente, deram a vitória ao almirante Américo Tomás. Demitido das Forças Armadas encabeçou, no estrangeiro, o movimento de oposição ao governo português. Trabalhou muito no estrangeiro, no campo político e na tentativa de modificar as coisas no seu País. O exílio, porém, é do mais dramático que se pode viver e foi uma vítima de privações, de intolerâncias, de perseguições e, finalmente, de uma armadilha sabiamente montada pela PIDE, que o conduziu à fronteira portuguesa, perto de Badajoz, em Vila nova del Fresno, onde em 1965 foi assassinado, por ordem da Ditadura, assim como a sua fiel secretária, a brasileira Moreira Campos.

Pesquisa de Eduardo Trigo 6º ano

terça-feira, 5 de abril de 2011

Testemunho da guerra colonial

Quando na aula de História e Geografia de Portugal falámos da guerra colonial, despertou-me logo a atenção, porque era um tema do qual eu já tinha ouvido falar na minha família, pois o meu avô paterno e os meus tios Álvaro e Paulo, estiveram na tão falada guerra. Na altura não dei muita importância mas agora, com o desenvolvimento do tema, tive curiosidade de saber como foi, uma vez que este é dos poucos assuntos que fazem parte da nossa história, onde ainda podemos encontrar testemunhos vivos. Por isso, achei muito interessante tentar saber mais, pelo que fiz uma entrevista ao meu tio Álvaro, que dos três é aquele que tem mais memórias e até fotografias sobre o tema.


A seguir, apresento a entrevista que realizei, com algumas ilustrações fotográficas, onde o meu tio é interveniente.

-Olá tio! Bom dia.


R:Bom dia Francisco.


-Em que ano foi para a tropa?


R: Fui no ano de 1966.


-Para onde foi?


R: Fui para o centro de recrutas de Vila Real e depois para Chaves.


-Em que ano foi para a guerra colonial?


R: Foi também em Setembro de 1966, depois de ter assentado praça.


-Quanto tempo demorou a viagem?


R: A viagem demorou 24 dias.


-Em que sitio esteve?


R: Estive em Moçambique.


-Que condições encontrou quando lá chegou?


R: As condições eram más, as barracas onde vivíamos eram muito velhas, as camas eram muito fracas, mas com o passar do tempo, habituamo-nos.

-O que comiam e como viviam?


R: Vivíamos em condições muito deficientes, a comíamos à base de conservas, e pão que nós próprios cozíamos num forno que havia na nossa base.


-Que tipo de tarefas tinham que fazer?

R: Tínhamos que guardar o quartel e quando íamos para o mato fazíamos vigias.

- Quando iam para a frente de combate o que faziam, e qual era o estado de espírito?


R: Contra atacávamos o inimigo e o estado de espírito era pensar que não nos acontecesse o pior, e sempre que regressávamos à base, para mim já era uma vitória.


-Chegou a perder algum amigo em combate?


R: Perdi três grandes amigos.

-Quando o tio estava de vigia tiveram algum ataque surpresa?


R: Não, nunca tivemos nenhum ataque surpresa.


- Quando iam para o mato, onde dormiam e como se abrigavam?


R: Em abrigos construídos por nós e dormíamos no chão, quando dormíamos, porque tínhamos que estar alerta.


-Durante o tempo que esteve lá, escrevia muitas vezes?


R: Nunca escrevi porque não tinha papel, apenas mandei um postal com a minha fotografia no primeiro Natal que passei lá, foi muito difícil.


-Os jornais e a rádio davam muitas notícias da guerra?


R: Não, porque nós não tínhamos acesso aos meios de comunicação.


-Qual era o armamento que utilizava, para combate e defesa?


R: Era a G.3.


-Acha que sofre de stress de guerra?


R: Felizmente acho que não.


-Como se chamava a sua companhia?


R: Companhia de caçadores 1797.


-Qual era o pelotão?


R: Era o 3º pelotão, 3º grupo de combate “o Rangers”.


-Quando regressou, encontrou algum familiar à sua espera?


R: Sim estava o meu irmão e a minha cunhada, foi um momento de grande emoção, onde agradeci a Deus por ter regressado, são e salvo.


-Obrigado tio, por me ter ajudado a perceber como era o dia a dia de um militar na guerra colonial.


Aqui ficam mais algumas fotografias que ilustram o dia a dia das nossa tropas nas ex-colónias:




E no fim de tudo isto, podemos mesmo afirmar que: houve amizades que se criaram e que o destino fez perder. Culturas aprendidas, que a vida fez esquecer. Mas, nas mentes daqueles que viveram tais histórias, essas, ficaram como que tatuadas nas suas próprias vidas.


Trabalho realizado por: Francisco Martins Rodrigues 6.º Ano, Turma C, n.º 8

sexta-feira, 18 de março de 2011

Entrevista à minha avó


A minha professora de História e Geografia de Portugal pediu-nos para entrevistarmos um familiar ou conhecido que tenha vivido no período do Estado Novo e que tenha pertencido à “Mocidade Portuguesa”, uma organização juvenil com fins políticos. Nessa época, era de filiação e participação obrigatória para os jovens, por isso entrevistei a minha avó.

Identificação da entrevistada

Nome:
Ana Maria Vaz Pinto Vilaverde
Idade: 64 anos
Profissão: Aposentada da Função Pública
Residência: Murça

1) Pertenceu à Mocidade Portuguesa?

Sim, pertenci, tinha 13 ou 14 anos. Na altura vivia em Vila Real e fiz parte do núcleo da Mocidade Portuguesa naquela cidade. Existiam instalações próprias junto aos Bombeiros da Cruz Verde, onde reuníamos.

2) Chegou a usar farda? Consegue descrevê-la?


Sim, usei farda. Usávamos saia castanha, camisa verde com dois bolsos, meias verdes até ao joelho, sapatos pretos e uma boina castanha. Na camisa estava o emblema da Mocidade Portuguesa, com as cinco quinas da Bandeira Nacional.


3) Em que dias da semana se realizavam as actividades da Mocidade Portuguesa? O que faziam? Marcavam faltas?

Já não me lembro, mas sei que era obrigatório ir aos encontros da Mocidade Portuguesa.

4) Participou em alguma comemoração nacional?


Sim. Fomos a Lisboa receber o Presidente do Brasil, o Dr. Juscelino Kibitschek, em visita oficial ao nosso país. Estávamos todos em fila e acenávamos com bandeirinhas de Portugal. Também fazíamos férias todos juntos na Praia da Aguda. Aí reuniam-se elementos da Mocidade Portuguesa de todo o país.

5) Gostou de pertencer à Mocidade Portuguesa?

Sim. Na altura em que participei era muito nova e não tinha consciência do que, verdadeiramente, significava aquela organização. No entanto, como muitos jovens, pelo facto de ter pertencido à Mocidade Portuguesa tive oportunidade de gozar férias na praia e de fazer visitas a outras cidades. A Mocidade Portuguesa era uma estrutura muito organizada.

João Eduardo Vilaverde Lopes - 6º Ano

quinta-feira, 24 de fevereiro de 2011

O Herói Milhões

Aníbal Augusto Milhais "o Milhões", ficou conhecido como o "soldado Milhões" na 1ª Guerra Mundial. Aníbal nasceu a 9 de Julho de 1895, em Valongo de Milhais, Concelho de Murça, em Trás-os-Montes e faleceu a 3 de Junho de 1970. Agricultor toda a vida, com excepção do tempo que fez dele um herói medalhado e celebrado.
Perante a obrigação de cumprir o serviço militar foi assentar praça em Bragança, passando de imediato para o Regimento de Infantaria 9, em Chaves, onde mostrou ser exímio especialista com o manejo de metralhadoras, evidenciando-se simultaneamente como aguerrido e cumpridor nos trabalhos mais arriscados. Em 23 de Maio de 1917 partiu para" a frente de combate" tendo sido integrado na 3ª Companhia do 1º Batalhão que rumou a terras gaulesas. Um ano depois, chegava o grande momento, " o da Batalha de la Lys", na Flandres. O dia preciso: 9 de Abril de 1918. Após a Infantaria alemã ter inundado de fogo e sangue os verdejantes campos de La Lys, o soldado Milhais, munido da sua metralhadora Lewis,(conhecida entre os lusos como a Luísa) e cheio de coragem, enfrentou sozinho, as colunas alemãs que se atravessaram no seu caminho, o que permitiu a retirada de vários soldados portugueses e ingleses para as posições defensivas da rectaguarda. Ainda não satisfeito com o seu acto de valentia, Aníbal Milhais manteve-se de vigia durante cinco dias à entrada de um canal em Huit Maisons.
Perante esta bravura, o seu comandante Ferreira do Amaral, abraçou-o e exclamou: " Tens o nome de Milhais mas vales Milhões!" Foi esta simples frase que o imortalizou na memória dos portugueses com os nomes de "Soldado Milhões" e "Herói Milhões".
Ainda em pleno campo de batalha, o bravo "Soldado Milhões" foi homenageado com algumas das mais altas condecorações que eram atribuídas aos maiores defensores da pátria: a "Ordem de Torre e Espada de Valor, Lealdade e Mérito"e a "Cruz de Guerra de 1ª Classe".

Monumento ao Herói Milhões em Murça.

Pesquisa de Raquel Correia



sexta-feira, 3 de dezembro de 2010

1º de Dezembro de 1640-Restauração da Independência














A nossa Escola assinalou o 1º de Dezembro de 1640, dia da Restauração da Independência ,com uma exposição de trabalhos alusivos ao tema. Ainda inserida nesta comemoração, a Turma do 6º A apresentou uma pequena representação teatral, onde recriou alguns momentos deste acontecimento histórico. Estas actividades decorreram na BECRE e foram dinamizadas pelas disciplinas de História (8º ano) e História e Geografia de Portugal( 6º ano), com a colaboração de Área de Projecto do 6º A.

terça-feira, 30 de novembro de 2010

4ª Dinastia




Assim D. João IV
Duque de Bragança
E Rei de Portugal
Seria governante leal.


Espanhóis não acharam justa
Esta situação,
Com um ataque castelhano
Guerra da Restauração.


Em Lisboa, em 1755
Um grande terramoto ocorreu,
Marquês de Pombal
dos vivos mandou cuidar
E enterrar a gente que morreu.


Descobrem-se no Brasil
Importantes minerais,
Que permitiram construir
Edifícios históricos monumentais.

Imperador francês ordenou
Fechar portos aos navios ingleses.
Mas com isto não respeitou
O povo e o interesse dos portugueses.


Perante as ameaças
A rainha e o seu filho fugiram,
Mas Portugal lutou
e os franceses derrotou.


Em 1821 regressou a Portugal
D. João VI "O Clemente",
Trazido pela Revolução Liberal!


Diogo Nascimento

quinta-feira, 25 de novembro de 2010

Curiosidades da História

O acidente da Ponte das Barcas no Porto

No início do século XIX, aquando das invasões francesas, a ligação entre as duas margens do Rio Douro, entre a cidade do Porto e a cidade de Vila Nova de Gaia, era feita por uma ponte de madeira assente em barcas que flutuavam no rio. A ponte era constituida por vinte barcas ligadas por cabos de aço e que podia abrir em duas partes para dar passagem ao tráfego fluvial. Chamava-se Ponte das Barcas, foi projectada por Carlos Amarante e inaugurada em 15 de agosto de 1806, com objectivos duradouros.
Em 29 de março de 1809, quando o marechal Soult chegou à cidade do Porto, deu-se uma batalha sangrenta. O exército português, comandado pelo bispo do Porto, não se rendeu. Lutou até ao fim e só depôs as armas quando se verificou que a derrota era inevitável. Foi nessa altura, que se deu a célebre catástrofe da Ponte das Barcas, em que milhares de vítimas morreram quando fugiam, através da ponte, às cargas de baioneta das tropas da 2ª invasão francesa, comandada por Soult. A estrutura em madeira da ponte não podia aguentar tanto peso. A ponte cedeu, os que estavam no centro afundaram-se. No meio da confusão, os que vinham atrás não deram conta do que se passava e tiveram o mesmo fim, morrendo afogadas milhares de pessoas.
Reconstruída depois da tragédia, a Ponte das Barcas acabaria por ser substituída definitivamente pela Ponte Pênsil em 1843.

Pesquisa de João Eduardo Lopes


O Coração de D. Pedro

D. Pedro IV foi sepultado no Panteão dos Braganças, na Igreja de S. Vicente de Fora (Lisboa). O seu coração foi doado, por decisão testamentaria, à Igreja da Lapa, no Porto, onde se encontra conservado, como relíquia, num mausoléu na Capela-mor da igreja, ao lado do Evangelho. Em 1972, os seus despojos foram trasladados do Panteão de S. Vicente de Fora para a Cripta do Monumento do Ipiranga, em S. Paulo, no Brasil. Actualmente, os restos mortais do Imperador repousam ao lado da sua primeira esposa, a Imperatriz D.ª Leopoldina e da segunda esposa, Imperatriz D.ª Amélia.


Pesquisa de Diogo Nascimento


Os restos mortais de D. João VI

D. João VI faleceu em 1826. Cento e sessenta e sete anos depois, em 1993 portanto, o arqueólogo Fernando Rodrigues Ferreira descobriu, durante o restauro do Mosteiro de São Vicente de Fora, em Lisboa, no chão esventrado da "Capela dos Meninos de Palhavã", um pote de porcelana contendo as vísceras e o coração de D. João VI. Feitas as análises laboratoriais ao achado, para além de virem confirmar as fortes suspeitas, que sempre existiram, de que o Rei teria sido assassinado, constatando-se ter sido uma excessiva dose de arsénico o agente causador da sua morte aos cinquenta e nove anos de idade, verificou-se também, entre os muitos resíduos já pulverizados que se encontravam nos intestinos de D. João VI, a existência de pequenos fragmentos de um fruto que, após análise rigorosa efectuada no Laboratoire National de Monteplier, em França, se concluiu, irrefutavelmente, tratar-se de nêspera.

Pesquisa de Diogo Nascimento


O gosto de D. João VI por nêsperas

Era do domínio público na época, a obsessiva paixão que D. João VI tinha pelos prazeres da boa mesa e, em particular, pelas coxas de um belo frango assado. Mas aquilo que não se sabia, até se descobrir o fascinante livro de Bonifácio Dias, era a ainda mais infinita fixação do rei por nêsperas.
No início do século XIX, quando as tropas francesas ameaçavam as fronteiras portuguesas, a família real resolve refugiar-se no Brasil. Sabendo, o ainda regente que na colónia, nêspera era um fruto que não havia, decidiu chamar da Áustria um conceituado botânico, a quem foi imcumbida a tarefa de criar uma vasta plantação de nespereiras no Rio de Janeiro. Para o efeito foram levadas de Portugal cerca de 300 árvores adultas. Passados 7 meses após a plantação, já as árvores viçavam e, pasme-se, davam os primeiros frutos perante o gáudio e entusiasmo de de D. João VI.
Criou-se então no Paço Real o hábito de comer nêsperas. D. Pedro de Alcântara(futuro D. Pedro IV) cedo superou o pai, nas exigências que fazia de ter nêsperas por perto a qualquer hora do dia ou da noite.
Incompatibilizado com o filho D. Pedro, fruto das ignominiosas intrigas espalhadas pelo seu outro filho D. Miguel, acerca do carácter e honradez de d. Pedro, D. João regressou a Portugal em 1821 após a Revolução Liberal de 1820.
Antes de regressar, porém, e como represálias da propalada tentativa do filho D. Pedro o querer destronar, mandou que o seu botânico austríaco arrancasse e destruísse todas as nespereiras da colónia, de forma a que o filho não pudesse satisfazer os seus incontidos desejos por tão delicioso fruto.

Pesquisa de Diogo Nascimento

terça-feira, 16 de novembro de 2010

O que significa "Ir para o maneta"?

"Ao senhor General de Divisão, Governador do Palácio de St. Cloud e Comandante da segunda divisão do Exército, de nome Loison, jamais terá passado pela cabeça que, quase dois séculos depois de ter estado em Portugal, com o general Junot, na primeira invasão francesa, a sua memória perduraria no povo português através de uma das mais populares expressões do nosso falar quotidiano:"mandar ou ir para o maneta", com o significado de dar cabo de alguém ou de alguma coisa; destruir. É que o general Loison perdera um braço em anterior batalha e, enquanto esteve em Portugal, revelou-se um homem de extrema ferocidade e malvadez, que exerceu torturas violentas nos presos e foi responsável por várias mortes.
Loisan foi "um homem hábil, mau como um cão". Ficou na imaginação popular e correu em versos, de que ficam alguns exemplos:
"Entre os títeres generais
entrou um génio altivo
que era o Diabo vivo
ou tinha os mesmos sinais...
Aos alheios cabedais
lançava-se como seta,
namorava branca ou preta,
toda a idade lhe convinha.
Consigo três Emes tinha:
Manhoso, Mau e Maneta:"
"Que generais é que devem
morrer ao som da trombeta?
Os três meninos da ordem:
Jinot, laborde e Maneta.
O Jinot mai-lo o Maneta
julgam Portugal já seu:
É do demo que os carregue
e também a quem lho deu."
Diogo Nascimento

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

SABIAS QUE:

Napoleão Bonaparte, militar e político francês nasceu a 15 de Agosto de 1769 na Córsega. Era um homem de baixa estatura, media apenas 1,58.
Era muito rigoroso em relação às suas refeições que não duravam mais de 15 minutos. Só o domingo era uma excepção porque eram tomadas em família.
Foi um grande estratega no campo de batalha, mas um jogador de xadrez medíocre. Quando começava a perder uma partida recorria a lances ilegais para a virar a seu favor. Mesmo assim nunca era contestado pelos seus adversários que morriam de medo de serem castigados.
Na maioria dos quadros que retratam o imperador, aparece com a mão na barriga, talvez porque sofria de fortes dores de estômago, causadas por um cancro ou úlcera, não se sabe ao certo. A doença agravou-se quando Napoleão contava 48 anos.
O Imperador Napoleão Bonaparte morreu praticamente só, aos 52 anos de idade, no exílio na ilha de Santa Helena. O seu corpo encontra-se sepultado no Cemitério "Les Invalides" em Paris.

Pesquisa de Diogo Nascimento

sexta-feira, 22 de outubro de 2010

A escravatura-Visita do Pe. António Vieira a um engenho de açúcar no Brasil

O Padre António Vieira visitou uma "sanzala"* de um "Engenho"* de açúcar no Brasil onde estavam escravos provenientes de Angola. Depois, dirigiu-se à "casa grande"* acompanhado do "capitão- do- mato"* para falar com o senhor do "engenho"*.

Padre António Vieira: senhor, estive agora na "sanzala"* e vi como tratam os escravos. O seu "capitão- do- mato"* estava a chicotear um deles, só porque parou de trabalhar para beber água.
É um tratamento desumano. Vivem acorrentados, não se alimentam e não descansam.
Deus ama as suas criaturas e não irá perdoar quem assim trata os seus filhos!

Senhor do engenho: o sr. padre acha que estes são filhos de Deus?
O senhor acha que estes selvagens conhecem o sinal da cruz?

Padre António Vieira: mas senhor, essa é a nossa missão. Jesus veio ao Mundo para nos salvar. Nós também devemos salvar estas almas, devemos torná-los cristãos!

Senhor do engenho: oh! senhor padre, estes animais não são como nós... Acha que viviam melhor no mato?

Padre António Vieira: mas, porque é que os tem presos? Deus fez todas as suas criaturas livres!

Senhor do engenho: tem que ser assim! Um escravo quando se revolta é capaz de nos comer vivos. E depois sabe como é, se estiverem livres fogem para o mato e ninguém os consegue apanhar.

Padre António Vieira: eu estive bastante tempo ao pé dos escravos e são homens bons. Eles só fogem porque são maltratados.

Senhor do engenho: lá está o senhor padre com as suas teorias, mas aqui o que interessa é a produção de açúcar. Eu vim para este fim de mundo para fazer fortuna. Deixei a minha família no Minho e só quero enriquecer para voltar a Portugal. Acha que estou preocupado com estes selvagens?

Padre António Vieira: senhor, lembre-se que a vida na terra é passageira. Deus verá com bons olhos se o senhor libertar os seus escravos. Pense nisso! O dinheiro não é tudo na vida!


*Sanzala - alojamento dos escravos;
*Casa grande-casa do dono do Engenho;
*Engenho - nome dado a uma propriedade agrícola destinada à produção de açúcar;
*Capitão-do-mato- empregado encarregado de castigar e capturar os escravos fugitivos;



João Eduardo Vilaverde nº 7

terça-feira, 12 de outubro de 2010

Se eu fosse um Bandeirante...

A viagem mais aventureira que fiz e que nunca vou esquecer foi a visita a Tété na Amazónia. A viagem de Portugal ao Brasil decorreu normalmente. Quando desembarquei, meti os pés ao caminho até à Amazónia. Esta viagem durou dois anos e cento e vinte e seis dias. Chegámos ao destino ao fim de 1547 paragens em locais muito rochosos, mas sem encontrarmos rigorosamente nada, eu e os meus 125 homens!
No início parecia estar tudo muito calmo, mas quando escureceu, aí pelas dez horas da noite, eis que de repente apareceu um cão enorme todo pelado, com aguçados dentes caninos, designado de "chupa-cabras". Peguei num pau, mergulhei-o numa colmeia e fiz lume o que espantou o canídeo, que se pôs em fuga.
Na manhã seguinte, fomos até um monte cheio de pedras brilhantes mas não valiosas, mesmo assim, recolhêmo-las para um saco feito de linho. De repente, apareceram milhares e milhares e milhares de serpentes que deitavam as suas ameaçadoras línguas bifurcadas cá para fora; fazendo uma estimativa eram à volta de 500.000. Pensámos e logo nos surgiu a solução: como as cobras têm medo da luz despejámos o saco de meia arroba de pedras brilhantes e, passados alguns minutos começaram a fugir para todos os lados.
No dia seguinte, saímos rapidamente daquele local. Passados três km de intensa marcha, encontrámos um lago cheio de jacarés e outras coisas que nem se podem imaginar.... construímos uma jangada de paus grossos para atravessar o Amazonas, defendendo-nos como podíamos dos "ditos cujos" que cruzavam o nosso caminho:
-Pumba!
-Pimba!
-Catrapumba!
E lá passámos a tarde naquilo...!Viajámos noites e dias, vivemos acontecimentos e perigos mil e deles nos safámos por uma "unha roxa".
Só faltava aparecer à nossa frente um "bicho -pão de cinco cabeças"!
Então, certo dia, quando já estávamos no coração da Amazónia, apareceu-nos um "homem-touro": o minotauro! Pés para que te quero! Diria que estávamos a correr a mais de 350 Km /hora, mas com o susto mexemo-nos apenas um mílimetro... por incrível que pareça o minotauro ou lá o que era acabou por desaparecer!
Só sei que a seguir veio um tornado que perfurou a zona. Sabem o que havia lá no fundo?Toneladas e toneladas de diamantes... Transportámos as pedras numa espécie de carros. O barco levou-os até ao reino.
Quando apresentaram os diamantes ao Rei, soaram as trombetas, abriram as cortinas, mas em vez de diamantes estavam lá, nada mais, nada menos que um conjunto de jacarés num bloco de gelo que tinha derretido durante a viagem! Foi a barafunda total, até os homens mais valentes e bem armados do reino fugiram...
Passaram muitos anos e os jacarés acabaram por voltar para a Amazónia, local onde ainda se encontram hoje... por isso quando virem jacarés de três ou quatro metros de largura e onze de comprimento têm que fugir...e bem rápido!
Moral da estória: o dinheiro não é tudo na vida!

Diogo Emanuel Sampaio

Poema ao Reinado de D. João V




Era um Reino rico
De diamantes preciosos
Sob lustres reluzentes
E tapetes valiosos.



Quadros e terrinas, centros de fruta
E também mobílias sem fim
Mesas luxuosas
E tecidos de cetim.




Nobres bem vestidos
Cabeleiras sem igual
E pinturas faciais
Que são feias e fazem mal!




Coches de talha dourada
Touradas, óperas e diversão...
O café, o chocolate e o rapé
Não podiam faltar na hora da refeição.



E acaba aqui este poema
Onde falo do reinado do quinto D. João.
Um reinado muito rico
E com muita animação.




Diogo Emanuel Sampaio


quarta-feira, 2 de junho de 2010

Adamastor




Há monstros no mar
e também na terra
pedindo naufrágios que a gente não renega.
Por entre caravelas estrondosas
que permitem bolinar
Adamastor aparece
e atira-os para o mar.
Até que um herói passou o cabo esperado
El - Rei D. João II ficou logo contentado!



Diogo Emanuel

sábado, 29 de maio de 2010

Visita de estudo ao Castelo de Bragança-Museu Militar, Domus Municipalis e Pelourinho



Pedra de armas da Casa de Avis



Torre de Menagem



Seteira





Janelas ogivais



Torre da Princesa




O Castelo de Bragança é um dos mais representativos monumentos da arquitectura militar medieval e está implantado no seio da cidadela vulgarmente chamada vila. Esta cidadela compreende actualmente um velho casario, sem quaisquer vestígios de interesse artístico, a Domus Municipalis, o Pelourinho e a Igreja de Santa Maria.
A altura da torre de menagem do Castelo é de cerca de 33m por 17m de largura. É uma construção de estilo gótico, de onde se destacam pela sua elegância, as ameias, as seteiras e as janelas em ogiva. Na fachada sul abre-se uma janela ogival geminada e ornada por trifólios e quadrifólios, sobre a qual está esculpida a pedra de armas da casa de Avis. Interiormente, a torre tem três pisos. O primeiro dá acesso, através de um saguão vertical, à cisterna situada sob a torre. O último piso abre-se num terraço ameado. Quatro guaritas cilindrícas encimam o edifício. Actualmente esta Torre alberga o Museu Militar.
Toda a muralha que cerca a praça de armas é recortada por ameias e acompanhada pelo caminho da ronda. Possui quinze cubelos, e o grosso muro de cerca de 2m de espessura, é interrompido por três portas. Embora tenha sofrido várias obras de restauro, conserva ainda o aspecto primitivo.
A Torre da Princesa ergue-se junto de um cubelo, no lado norte da muralha, concluindo-se portanto, que tinha uma função defensiva. Diz uma lenda que nesta torre viveu prisioneira uma jovem princesa moura amada por um cavaleiro cristão.


O Museu Militar de Bragança foi reactivado e ampliado em 1983, ocupando todo o interior da Torre de Menagem do Castelo. Dispõe de um acervo de elevado valor histórico e cultural, originalmente recolhido pelo Coronel António José Teixeira, no qual estão expostas peças de armaria dos séculos XII, XIV, XV e XVI até à 1ª Guerra Mundial. De destacar as peças que foram utilizadas nas campanhas em África, principalmente em Moçambique, no final do século XIX. O Museu Militar de Bragança impõe-se como espaço-memória das vivências militares da cidade, porquanto a maioria das peças originais foram doadas pelos habitantes, participantes nas campanhas de África e 1ª Guerra Mundial.





Domus Municipalis

A Domus Municipalis é um edifício de arquitectura românica, único na Península Ibérica. A tese mais válida situa-o nos séculos XII ou XIII e terá sido utilizado como Câmara Municipal (reunião dos Homens - Bons da vila) Tem a forma de um pentágono irregular, apresenta uma cornija de modilhões historiados, que se repetem no interior do edifício. A iluminação faz-se através de uma série de janelas de arco abatido, dispostas de uma forma contínua nas cinco faces de construção. O pavimento é formado por pedras de granito aparelhadas e não apresenta divisões. Corre as paredes uma bancada que terá servido de assento aos munícipes. Todo o rés-do chão é constituído por uma cisterna, coberta por uma abóboda de canhão.







Pelourinho de Bragança

O Pelourinho é um notável monumento de granito formado por uma base poligonal de três degraus onde assenta uma corpulenta figura zoomórfica - a porca da vila- em cujo dorso se eleva uma coluna cilíndrica lisa, de cerca de 6,40m de altura, terminada por um capitel. Deste capitel parte uma cruz de braços iguais cujos topos são decorados com carrancas representando uma figura humana, uma ave, um cão e motivos florais.





Igreja de Santa Maria



Igreja de Santa Maria



Interior da Igreja de Santa Maria


A Igreja de Santa Maria situa-se na cerca do castelo de Bragança e é um templo do século XVIII. O portal ostenta decoração predominantemente barroca, com colunas torsas ornamentadas com cachos e folhas. Quatro nichos, também com decoração barroca, abrem-se de um lado e de outro do portal. A meio do entablamento existem outras duas colunas iguais e duas esculturas. Um arco de volta inteira remata todo este aparatoso conjunto.